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Pegando carona em um mochilão pelo Uruguai

editado março 2016 em América do Sul

Estamos muito acostumados a pesquisar e ler sobre relato de outros mochileiros. Pessoas que passam dias e dias viajando, por várias partes do mundo. Cada um com suas características, mas com o mesmo objetivo, explorar os lugares, como se não houvesse amanhã. 

Nos quatro primeiros dias do meu mochilão “solo” pelo Uruguai, pude perceber que estava vivendo em um mundo diferente daquele que estava acostumado no dia-a-dia. Foi nesse tempo que tive a oportunidade de fazer coisas que nunca imaginei fazer: pegar ônibus para vários destinos, muitas vezes no mesmo dia, dormir em hostel (de 8 a 12 pessoas no mesmo quarto), descansar em rodoviária, ficar sem dinheiro e, principalmente, dormir abraçado em uma mochila de 30 litros... Apesar disso, senti ainda que estava faltando algo para completar o mochilão, pegar uma carona. 



Tive a sorte de conhecer um casal, enquanto andava pelas ruas de Colônia do Sacramento. Daniel e Lina, ambos residentes no estado de Santa Catarina, mas natural de Caxias do Sul - RS. Duas pessoas maravilhosas, que viajavam a passeio com a filha de quase um ano de idade.

A forma como encontrei eles foi curiosa... No momento em que parei em um bar e peguei uma cerveja para ir bebendo durante o caminho, escutei um idioma familiar aos meus ouvidos. Como estava sozinho perguntei se eram brasileiros, eles me responderam que “sim”. Ao olhar para minha cerveja, eles me convidaram para tomar uma artesanal, que era produzida muito próximo dali. Por fim, tomamos quatro e ficamos um pouco "boracho". (hehehe). A cerveja era uma “Weidmann Gold”. Muito boa, por sinal.



Então combinamos de sair as 9h da manhã, no quinto dia de mochilão. Era um sábado. A viagem em si foi muito tranquila, durou cerca de 2h. Ao longo do trajeto escutamos músicas uruguaias, conversamos sobre aventuras, planos futuros... e claro, sobre viagens. Daniel me contou que é um apaixonado por barcos, disse que veio ao Uruguai para avaliar um, no qual estava interessado em comprar. A ideia dele era de reformar para morar com a família. Em Santa Catarina, o casal possui uma embarcação utilizada para passear nos dias de folga.

A conversa estava boa, mas eu precisava me despedir. Agradeci muito pela carona e pela receptividade dos dois. Naquele pouco tempo, tive a impressão de que éramos amigos de longa data. Ao final da viagem, eles me deixaram no centro de Montevidéu. De lá peguei um ônibus até Punta Del Este, o último destino do meu mochilão.   


Devo confessar que tive sorte em conhecê-los, justo naquele momento. Como estava em Côlonia Del Sacramento, estava com os planos de ir a Buenos Aires, através do Porto Fluvial. Com a carona, economizei dinheiro, tempo, conheci Punta Del Este, e o mais importante: fiz grandes amigos.

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